O que é a metodologia Scrum

As metodologias Ágeis

Scrum Agile - Metodologia

Gostaríamos de compartilhar com vocês alguns insights sobre fundamentos do Scrum (metodologia scrum agile),  pois estamos em um mundo onde os conceitos sofrem rápidas mutações e os planejamentos realizados nas empresas também estão passíveis à estas mudanças.

A finalidade não é simplesmente estabelecer uma meta ou algo que seja estanque, mas sim um processo onde são estabelecidos marcos de trabalho. Ou seja, precisamos de pequenas metas que sejam plausíveis e de estratégias que possam ser moldadas ao longo do processo.

As metodologias ágeis são extremamente úteis quando pensamos na experiência empírica dentro das empresas. A área de TI é uma das áreas que consegue explorar bem essas ferramentas.

O Manifesto Ágil

Disponibilizamos aqui para vocês o Manifesto Ágil, onde são descritos os princípios que norteiam essa metodologia (derivada das Ferramentas de Qualidade que nasceram nos EUA e Japão dentro do contexto industrial, cujo um dos precursores foi o Falconi).

Um dos alicerces do método é a auto-gestão da equipe, lidando com ciclos de aprendizagem e tratando logo no começo e com rapidez as falhas que surgem. Outro ponto positivo da ferramenta é o desenvolvimento de soluções e a possibilidade de testá-las, propiciando uma reflexão acerca das práticas adotadas.

Metodologia

Existe um livro de poucas páginas que detalha tudo o que você precisa saber sobre o Scrum antes de passar a aplicá-lo em seu time, que é o Scrum Guide. Depois disso é possível você aprofundar ainda mais seus conhecimentos. O Scrum é simples de entender, mas difícil de dominar e colocar em prática.

O que é a metodologia Scrum?

Segundo os criadores Ken Schwaber e Jeff Sutherland “ é um framework leve que ajuda pessoas, times e organizações a gerar valor através de soluções adaptativas para problemas complexos”.

Se você entender framemork como uma caixa de ferramentas, então perceberá que ele não vai resolver todos os problemas, mas será um conjunto de processos que pode ajudar no desenvolvimento de produtos complexos.

O importante é tentar seguir suas regras previstas em seu manual para explorar seu potencial, pois foi baseado nas experiências dos seus criadores há mais de 3 décadas e continua sendo bastante utlizado.

Principais Pilares

O método se baseia em três pilares de sustentação, suas ideologias:

  1. Transparência: aspectos significativos do processo devem estar visíveis aos responsáveis pelos resultados.
  2. Inspeção: os usuários devem, frequentemente, inspecionar os artefatos Scrum e o progresso em direção a detectar variações. Esta inspeção não deve, no entanto, ser tão frequente que atrapalhe a própria execução das tarefas.
  3. Adaptação: se um ou mais aspectos de um processo desviou para fora dos limites aceitáveis ou produto não será inaceitável, o processo ou o material sendo produzido deve ser ajustado.

Existem ainda cinco valores: comprometimento, coragem, respeito, foco e abertura.

Sobre estes pilares o framework divide-se em papéis, eventos e artefatos, mas a partir deles, já temos o mínimo de agilidade que você aplicar em qualquer empresa.

Quais são os papéis?

Product Owner: É o responsável pelo ROI (retorne sobre o investimento) do projeto e por gerenciar e priorizar o Product Backlog. Toda a organização deve respeitar as suas decisões e embora muitas vezes o P.O. seja visto como o Gerente de Produto (Product Manager), dependendo da estrutura da empresa, existem diferenças entre esses dois papéis. O P.O. é membro do Time-Scrum e deve estar presente e disponível para solucionar dúvidas do time em relação ao produto e ao backlog.

Desenvolvedores: São os responsáveis por desenvolver o produto, independente da atividade. Os desenvolvedores (não apenas programadores) são auto-gerenciáveis, multifuncionais e compartilham a responsabilidade pelo sucesso ou fracasso do projeto. Eles decidem o quanto consegue entregar a cada iteração, para que haja comprometimento com a entrega.

Scrum Master: É o responsável por aplicar e garantir a adoção do método dentro da equipe e até mesmo dentro da organização. Cabe a ele, que é um líder-servidor, guiar o time para que os objetivos do Product Owner sejam alcançados e para que o time de desenvolvimento ganhe maturidade e autonomia para que consiga avançar sem impedimentos, removendo-os quando necessário.

                                 

Eventos

O Scrum chama seus eventos de time-boxes, uma vez que são eventos com limite de duração. Um evento pode ser encerrado em tempo menor do que o previsto, mas nunca maior, e o Scrum-Master deve garantir isso enquanto facilitador dos eventos.

Sprint: As sprints são time-boxes de 1 mês ou menos e são o coração do método. Durante o período da Sprint um incremento utilizável do produto é criado. Mas nem só de desenvolvimento vive a Sprint, fazendo parte da mesma também o planejamento, as reuniões diárias, a revisão e a retrospectiva.

Sprint Planning: Time-box de 8h para uma sprint de cerca de um mês, conforme o tamanho da Sprint. Nesta reunião o P.O é ouvido em relação às prioridades e os objetivos desta Sprint, para formalizar o Sprint Backlog, ou lista de coisas que serão feitas no próximo mês.

Daily-Scrum: Time-box de 15 min diária, de preferência no mesmo local e horário para gerar consistência e evitar perda de tempo. Geralmente é feita em pé (para evitar prolongamentos e distrações), onde cada Desenvolvedor costuma responder três perguntas: o que eu fiz ontem, o que eu vou fazer hoje e se tem algo me impedindo.

Sprint Review: Time-box de 4h para sprints de 1 mês onde o incremento do produto, que está pronto pra uso, é apresentado ao Product Owner e Stakeholders, para apreciação. É na review que o Product Owner apresentará os números, gráficos e tudo o mais que for importante à equipe saber sobre o produto.

Sprint Retrospective: Time-box de 3h para sprints de 1 mês onde o TimeScrum fala sobre os resultados obtidos na Sprint que passou e as lições tiradas a partir daí, para melhorar o processo.

Artefatos

Product Backlog: Lista ordenada de tudo que deve ser necessário no produto, e é uma origem única dos requisitos para qualquer mudança a ser feita no produto. A gestão do Product Backlog é feita pelo P.O. a todo instante, tendo em mente o Product Goal, que é uma visão de médio prazo, entre os objetivos da sprints (curto prazo) e a visão do produto (longo prazo).

Sprint Backlog: Uma versão reduzida de backlog apenas com os itens que devem ser desenvolvidos nesta Sprint, retirados do backlog original e alinhados em um Sprint Goal (meta da Sprint). Também pode ser organizada em formato de Kanban, mas em um board separado do Product Backlog.

Incremento: Todas funcionalidades, melhorias e ajustes realizadas ao longo da sprint atual e que estejam feitas (DONE), quer já tenham sido entregues em produção ou não. Esse é o artefato analisado na Sprint Review.

É comum o uso de artefatos externos ao método, como o Planning Poker, usado para estimar o custo de tarefas a serem realizadas. Independente da técnica usada para estimar (pontos de história), cada tarefa não deve ultrapassar um dia, sendo melhor quebrar a tarefa em tarefas menores.

Um artefato muito popular, que também não é do método, é o kanban (usando Trello ou Jira, por exemplo), um board onde temos colunas com cards com tarefas a serem realizadas e seus prazos, seguindo um ciclo: TO DO (para fazer), DOING (fazendo), TESTING (testando) e DONE (pronto).

Outro artefato usado é o Burndown Chart (gráfico de features versus tempo da Sprint), garantindo sempre a visibilidade do progresso do time.

Conclusões

Para entender o que é metodologia Scrum, segue um pequeno resumo. Vimos a importância das figuras do PO – Product Owner que possui uma visão do produto tal qual o detentor de um mapa, além do importante papelo do Scrum Master que garante a sustentabilidade e viabilidade do projeto, impedindo que a equipe se desvie dos seus propósitos.

Portanto, o valor da equipe é medido pelo engajamento, coesão e a composição de seus talentos. Como roteiro das atividades do time, é criado o PMV – Produto Mínimo Viável, com seus temas básicos e divisões de recursos. Também criamos as Histórias de usuários, utilizando como parâmetro a sigla INVEST (critérios para histórias Independentes, Negociáveis, Valiosas, Estimáveis, Sucintas e Testáveis).

Dentro da metodologia são criados os CA – Critérios de Avaliação, para estabelecer limites, conclusões, ritmo, requisitos mínimos, lista de pendências, entre outros aspectos possíveis. São definidos prazos limitados de 2-4 semanas (sprints), porém o escopo pode se tornar flexível. A equipe precisa pensar em estimativas reais (como se fosse um mapa) e estimativas relativas (por meio de comparações).

É importante, para saber como usar a metodologia Scrum, criar um roteiro que seja amplo, genérico e com diretrizes, bem como fazer um planejamento de lançamentos com os pontos de iteração (pensando nas atividades, administração do tempo e compreensão da equipe). Outro ponto interessante é a possibilidade de monitoramento do progresso e de criar radiadores de informações, muitas vezes se utilizando de quadro de tarefas e gráficos de burn down para mensurar os resultados.

O método pode ser diário ou feito por meio do Stand Up Meeting, para suscitar os 3 C´s (colaboração, comunicação e a cadência). Assim, as reuniões podem ser contínuas, objetivando a revisão da lista de pendências e seu refinamento.

A conclusão das histórias também é de suma importância e cabe ao PO a avaliação da iteração e seu fechamento. Precisamos demonstrar o trabalho para o público alvo, possibilitando o feedback direto, a avaliação da equipe e uma retrospectiva com os pontos fortes e a desenvolver.

 

Quem quiser se aprofundar no tema de gerenciamento de projetos, também pode estudar o PMBOK por meio do portal do PMI e assim buscar uma certificação.

Junte-se à T.EX e esteja atualizado em relação às principais ferramentas exploradas em sua área de atuação. Vem com a gente, pois aqui você aprende, faz e acontece! Continuem acompanhando nossos artigos!

 

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